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Hetero Doméstico

Insólitos insuflados com humor gourmet contrafeito e outros pitéus domésticos

Insólitos insuflados com humor gourmet contrafeito e outros pitéus domésticos

O frio que se sente no inverno é sessenta vezes maior quando alguém se senta na sanita...

Entre o conforto de estar sentado ou sentir o nalguedo gelado, há um salpico acre que nos convence a não tentar usar o robe ao contrário...

Existem coberturas e tampos de sanitas para pessoas menos aflitas, mas depois do primeiro uso é um abuso olfativo voltar a col(oc)á-las no interior das nossas coxas...


(fonte da imagem: https://www.dailystar.co.uk/news/weird-news/japanese-loos-say-hello-warm-23371604)

As novas sanitas japonesas 'dizem olá' a todas as certezas que temos ao querer passar mais tempo a fazer as necessidades fisiológicas, combatendo as adversidades meteorológicas como o frio e os aguaceiros, vindos de baixo para cima...

Basta levantar a tampa, para a sanita 'dizer olá' e 'sinta-se à vontade para soprar de todas as formas que consiga'...

Brilham no escuro, da mesma forma que nós brilhamos ao deixar entrar alguma claridade pelo portão onde nem um feijão costuma poder entrar...

Podem ser previamente aquecidas à temperatura desejada e são programadas para fazer a descarga ainda antes da entrada de ar pelas nossas trémulas narinas...

São a tecnologia de ponta (à ponta) mais procurada desde a 2ª ou 3ª (em qual é que vamos?) vaga da pandemia!

Conseguem medir a pressão arterial, o nível de açúcar e gordura corporal! Têm alguma margem de erro devido à dificuldade de distinção entre jogas, troncos, barro e lava porcelânica...  

A evolução tecnológica marcou todo o percurso das nossas vidas!
Mas como só ficamos a ver jogar e não marcamos, nem nos apercebemos que 'o empate' em que vivemos já é uma derrota antecipada...

Longe vão os dias, em que sentíamos genuínas alegrias quando os equipamentos tecnológicos nos tornavam menos analógicos e, ainda assim, nada digitais...

A utilidade não pressupunha que a perda de inteligência gerasse uma dependência que tornar-se-á numa exigência para sobreviver...


(fonte da imagem: https://www.dailymail.co.uk/femail/article-8503415/Dad-shows-new-hand-gesture-kids-use-theyre-phone.html)

Um pai antigo pediu aos seus filhos para fazer de conta que estavam ao telefone e a resposta foi uma palma esticada encostada à cara...

O mindinho e o polegar esticados deram lugar à palma e uma pose que comprova que as novas gerações preferem dormir a falar com alguém ao telefone...

(Quem é que ainda faz círculos com o punho para pedir a alguém para abrir o vidro do carro?)

O vídeo publicado no Tik Tok andou a reboque de milhares de seguidores numa estrada digital, onde nos passeios e passadeiras, apenas se encontram os velhos e as carpideiras...

A reação da população mais velha acendeu a centelha que a idade pode ser apenas um número ou, na verdade, também é um índice de felicidade, impossível de medir com um algoritmo...

Durante o confinamento, o distanciamento social era quase total!
À exceção entre os familiares que partilham o mesmo lar e a mesma vontade que os restantes membros se distanciem, para fora de casa, o máximo de tempo possível...

O distanciamento fora de portas, para dentro de outras portas que estiveram fechadas, confia na tecnologia para nos manter longe do vírus e cada vez mais longe de uma presença humana...

O salto tecnológico veio aterrar em cima dos trabalhadores menos qualificados e, para mal dos seus pecados, não tardará a levantar voo sem qualquer tripulante... 

Se antes da pandemia, era uma companhia de frequência, a robótica é agora a ciência mais distante dos centros de emprego...


(fonte da imagem: https://cyprus-mail.com/2020/05/26/south-korean-cafe-hires-robot-barista-to-help-with-social-distancing/)

Um café sul coreano vai passar o resto do ano, a contar com um robot barista e com menos um funcionário em vista, com o resto dos dias contados...

O robot janota 'toma nota' dos pedidos, faz mais de 60 cafés diferentes e traz as bebidas para as mesas dos clientes que agradecem com um sorriso, para o respetivo smartphone...

Pode receber e processar informação diretamente de clientes, gerentes e outros robots nerds que ocupam funções de back-office...

A disposição das mesas e os sensores integrados, permitem que o 'robotecado de mesa' calcule a distância, faça o atalho e não atropele ninguém, para além de quem já nem precisa de usar máscara no seu trabalho...  

Até ao fim do ano, mais 30 colaboradores com motores incorporados, vão ser introduzidos na mesma cadeia de restauração que assegura que não irá despedir nenhum trabalhador humano, responsável por os programar e ligar à tomada...

A tecnologia aliada à produção alimentar trouxe uma evolução para a saúde das vaquinhas que apenas precisam de sorrir para a câmera para se perceber se estão no bom caminho... para o matadouro!

 

HD Reconhecimento facial de vacas... fora das rede

(imagem: http://www.slate.com/content/dam/slate/blogs/future_tense/2015/01/15/FT-150115-cows.jpg.CROP.promovar-mediumlarge.jpg)

 

O reconhecimento facial das vacas parece ser mais uma teta gorda para uma empresa que não permite que o vaquedo faça poses de bico de pato...

 

Gostaria de pensar que esta medida foi pensada apenas no bem estar dos animais, mas numa época em que a tecnologia se vende ao quilo... é o capitalismo quem mais orden(h)a!!!

A perfeição da imagem, nas redes sociais, é uma doença com poucas polegadas e muitos filtros, sendo que o maior deles é claramente... a imbecilidade!

 

Anastasia Reshetova, finalista da Miss Rússia, é alvo de críticas impiedosas no Instagram por (... vão ficar com os pés muito frios!!!) calçar mais do que o habitual...

 

HD Até é gira, mas tem os pés grandes....jpg

(imagem: https://www.google.pt/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&ved=0ahUKEwij8rGjoefXAhWIxxQKHeV2CygQjBwIBA&url=https%3A%2F%2Fcdn.images.express.co.uk%2Fimg%2Fdynamic%2F12%2F590x%2FAnastasia-Reshetova-786666.jpg&psig=AOvVaw36wowAnjlT6i3O6rzXYh85&ust=1512163896710303)

 

"Há sempre um chinelo velho para um pé cansado"


(A mesma sociedade que se afirma como uma nova geração por usar tecnologia, é aquela que se recusa a admitir que está a ficar cansada das exigências que impôs... a si própria!)